O deputado estadual Michele Caputo (PSDB), informou  que o Ministério da Saúde já enviou cerca 57 mil testes rápidos para o diagnóstico da Covid-19 ao Paraná. O lotes estão sendo encaminhados à Secretaria de Estado da Saúde, responsável pela distribuição dos kits aos municípios.

Os testes serão usados em profissionais que atuam na área de saúde, como médicos enfermeiros, farmacêuticos e técnicos de enfermagem de postos de saúde e hospitais do Paraná. Além disso, também poderão ser utilizados em agentes de segurança, como policiais, bombeiros e guardas civis que estejam com sintomas da Covid-19.

De acordo com o deputado, a estratégia é fundamental para diagnosticar os casos que porventura ocorram neste grupo de profissionais, permitindo que, depois de recuperados, possam retornar de forma segura às suas atividades.
“Precisamos proteger quem está na linha de frente do combate ao Novo Coronavírus. O objetivo é testar, isolar, tratar e recuperar essas pessoas que desempenham funções extremamente essenciais neste momento crítico”, explica Caputo, que já foi secretário estadual da Saúde.

Com funciona
O teste rápido é indicado apenas entre o sétimo e décimo dia do início dos sintomas, como febre e tosse. Ele detecta os anticorpos do indivíduo que já teve a doença e por isso é pouco eficaz para casos mais graves, que necessitam de uma intervenção mais rápida já no começo do agravamento do quadro do paciente.
Funciona assim: entre o sétimo e décimo dia do surgimento dos sintomas de coronavírus coleta-se uma gota de sangue, a exemplo da medição de glicemia (taxa de açúcar no sangue). A partir desta gota de sangue é possível detectar a presença de anticorpos (IgG e IgM), que são defesas produzidas pelo corpo humano contra o vírus SARS-CoV-2, que causa a Covid-19. Os resultados deste teste saem praticamente na mesma hora, duram cerca de 15 a 30 minutos.

Primeiro Passo
“Este é um importante passo para ampliar a testagem dos paranaenses. Agora estamos aguardando o posicionamento do Ministério da Saúde para adotar um projeto-piloto em Curitiba, montando postos volantes de coleta na cidade para atender também pessoas que estejam com sintomas leves, referenciadas por uma central telefônica de atendimento”, revela Caputo.