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Lembrei esses tempos do filme O Guerreiro Genghis Khan (Mongol), do diretor Sergei Bodrov, que concorreu ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2008. O longa é mais um daqueles com batalhas épicas, que destaca os Khan´s (líderes), apresentados como estrategistas, principalmente o protagonista: Temüjin.

A história de Temüjin, começa em 1192, filho do khan local que precisa aprender cedo a sobreviver sozinho, depois que o pai é envenenado e traído pelos seus comandados. Formando aliados e fazendo inimigos, perdendo e ganhando batalhas, Temüjin se torna, 20 anos depois, um grande líder tribal.

Genghis Khan foi visto por muitos como um terrível aniquilador de adversários, dos maiores genocidas da história.

Bodrov, contudo, traça um retrato simpático do mito, e, o que mais me chamou a atenção é que a motivação demonstrada por Temüjin, que pode ser resumida uma cena: assim que resgatado de uma jaula pela esposa, lhe diz ter os nomes dos próximos filhos em mente, então a companheira comenta que os mongóis não respeitam mais as tradições de guerra e que a insegurança tomou conta de todos. É aí que Temüjin se levanta a fim de rearticular seu grupo rumo à guerra.

Críticos interpretam o filme como uma mensagem ao mundo que o Uzbequistão foi (e é) muito mais do que o país de Borat. Alguns também observam a nostalgia russa da dissolução do império soviético. A despeito dos paralelismos políticos e históricos meu enfoque é outro: Temüjin teria sido movido pelo ideal de unificação dos mongóis, tal unificação permitiria, finalmente, que ele tivesse paz com sua esposa. Quando Temüjin vai pra guerra, ele, como narrador-personagem, fala das leis que deseja implementar entre os mongóis.

Mesmo longe de ser um grande conhecedor da história, que sabe menos ainda a antropologia, a psicologia ou quaisquer outras “ias”, o meu pitaco é de que o motor do homem é um ideal. Quando falo aqui em “ideal”, cito não só coisas bonitas, como uma sociedade justa e igualitária, falo também que, o que pode mover o ser humano é o ideal do seu próprio umbigo.

Certa vez eu li que ter um ideal é o mesmo que sonhar acordado. Tem gente que sonha com uma bela casa, um carro do ano, com posições e cargos, isso não é crime. Mesmo podendo ter outro nome mais bonito e acadêmico, de certa forma, somos todos idealistas, a dificuldade aparece quando o ideal de um atropela o do outro.