Existem, ainda, outras versões para a origem do nome: homenagem a um antigo morador da região, que se chamava Bathé; palavra proveniente do latim battelum, que significa pequeno barco ou canoa; ou da palavra francesa bateau, que também quer dizer barco.

Avenida  do Batel e o seu prolongamento como a Rua Bispo Dom José , Rua Benjamin Lins e Av. Nossa Senhora Aparecida no século passado já foi conhecida como Estrada do Mato Grosso atravessava a região, vinda dos Campos Gerais em direção ao centro de Curitiba. Em meados da década de 1850 a localidade já era referida nas Atas das Sessões da Câmara, através do registro de carta de foro para um terreno localizado “no lugar denominado Batel”. O antigo bairro passou pelo século XX sentindo os efeitos da prosperidade paranaense, proveniente do apogeu dos ciclos econômicos da erva-mate e do café.

Com isso retratava uma ocupação residencial de padrão refinado contendo mansões pertencentes aos barões do mate, que se misturavam aos engenhos, fábricas e estabelecimentos comerciais. Nessa época ainda eram vistos os carroções de colonos circulando para fornecer seus produtos no comércio da cidade. O Batel entrou na década de 1950 tendo sua malha viária integrada à região central, já se constituindo oficialmente como bairro, porém, com uma abrangência menor em relação à atual divisa administrativa. A oficialização do bairro em 1975 incluiu em sua nova delimitação parte dos antigos bairros Santa Terezinha e Presidente Taunay. O Batel ainda mostra exemplares construtivos que representam outros tempos, porém uma composição diversificada, com implantações comerciais e de serviços de grande porte, marca a paisagem do bairro.

Segundo o historiador Francisco Negrão, a origem do nome Batel está no fato ocorrido em 1854, quando o alfaiate Torquato Paulino, resolveu montar uma pequena embarcação para participar das tradicionais cheganças de festejos do Espírito Santo em São José dos Pinhais. A chegada do Batel de Torquato a São José foi triunfal, querendo todo o povo contemplá-lo e saborear as galinhas recheadas, os leitões assados, os pastéis, os croquetes e os refrescos vendidos por ele na festa. Regressando a Curitiba, pela Estrada do Mato Grosso, o barco se acidenta num desnível, ficando abandonado no local durante muito tempo. O fato chamou a atenção dos curitibanos, que passaram a chamar a região de Batel.

Existem, ainda, outras versões para a origem do nome: homenagem a um antigo morador da região, que se chamava Bathé; palavra proveniente do latim battelum, que significa pequeno barco ou canoa; ou da palavra francesa bateau, que também quer dizer barco.

Atualmente, além de tradicional área residencial de Curitiba, com mais de 12 mil habitantes, o bairro do Batel se tornou central e comercial .
As mansões centenárias da principal avenida do bairro, que leva o seu nome, são uma prova de que nossa região sempre foi símbolo de prosperidade. Mas há muito tempo o bairro deixou de ser predominantemente residencial. Já em 1910 abrigava duas usinas de beneficiamento de erva-mate, fábricas de sabão, perfumaria, duas cervejarias e se consolidava como região comercial. As casas, aos poucos, foram perdendo espaço para grandes construções e algumas ruas, como a Visconde de Guarapuava, margeadas por verdadeiras muralhas de prédios, que não param de aparecer.

Mas a característica de bairro e o seu miolo ainda repleto de casas não deve sumir do mapa. A lei de zoneamento de Curitiba até permite que os imóveis tenham fins comerciais, porém há uma área, no quadrilátero da Francisco Rocha e a Jerônimo Durski com a Avenida do Batel e Carlos de Carvalho, onde as casas não podem ser derrubadas ou muito modificadas. A reforma do imóvel de residencial para comercial pode ser feita, mas a construção deve ocupar somente 50% do terreno. Já no restante, permite construções de até dez pavimentos, além de supermercados e shoppings. “Essa continuará sendo uma região mista, preservando as características de bairro, embora algumas ruas, como a Vicente Machado e a Carlos de Carvalho, sejam vias coletoras, com passagem de ônibus e muito movimento”, disse Ricardo Bindo, assessor de planejamento do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc).

Para o urbanista Carlos Hardt, diretor do curso de Arquitetura e Urbanismo da PUCPR, a tendência é que o perfil do bairro se mantenha, ao menos nos próximos dez anos, um misto de residencial e comercial. Mas o comércio tende a crescer na região. “Onde tem pessoas circulando, o comércio cresce, desde que a lei permita”, afirma. As mudanças pelas quais passam os bairros fazem parte da dinâmica da cidade, que define com o tempo o perfil de cada região. “Há 40 anos ninguém imaginaria que o centro de Curitiba não seria mais o local preferido para atividades cotidianas, como ir ao cinema”, diz Hardt. O fenômeno da descentralização não é privilégio daqui. A formação de novos centros nos bairros é uma realidade nas megalópoles. “

“A região já está consolidada comercialmente e depois com a vinda do Pátio Batel há 6 anos o fluxo de pessoas melhorou ainda mais disse “ Anauila Madalosso proprietária há 13 anos do Restaurante Spring localizado no Designer Center shopping de galerias de lojas localizado a 25 anos na Av. do Batel . “ É certo que temos que inovar sempre, no meu negócio agregamos ao restaurante o Empório Spring com novas receitas elaboradas especialmente como carnes, sopas, empanadas argentinas, linha dieta e pratos balanceados com proteínas, carboidratos e legumes, comidas ultra congeladas , uma forma de congelamento rápido que preserva o sabor e nutrientes dos alimentos , práticos e saudáveis , próprios para ir direto no forno de microondas com atendimento de entrega e pedidos programados que tem dado certo. ” finaliza Anauila.