Em 1972, a Prefeitura de Curitiba fez história ao implantar o primeiro calçadão do Brasil na região central, em plena Rua XV de Novembro, uma das mais movimentadas da cidade. O planejamento inicial previa seis meses para completar a obra. Depois de muitos estudos e uma logística especial, o calçadão virou realidade durante um único fim de semana, com o início das obras numa sexta-feira à noite.

A pressa era justificada. Afinal, a idéia de criar uma rua exclusiva para pedestres estava na contramão do panorama brasileiro. As montadoras de veículos consolidavam a presença no país. Os carros de passeio tornavam-se objetos do desejo para as famílias de classe média e média alta. As ruas das grandes cidades eram alargadas para contemplar mais veículos. Viadutos, túneis e elevados eram projetados para garantir velocidade e fluidez ao tráfego. As cidades passaram a ser pensadas para os carros.

Diante daquele contexto, poderia haver reclamações. O que, de fato, aconteceu. As principais reações contrárias vinham dos comerciantes que alegavam que o calçadão espantaria a clientela e levaria à queda nas vendas. Porém, o planejamento urbano de Curitiba apontava para a humanização dos espaços públicos e a prefeitura resolveu bancar a aposta. Formado por cinco quadras da Rua XV de Novembro e pela quadra única da Avenida Luiz Xavier – que, com pouco mais de 100 metros de extensão, ganhou o apelido de “menor avenida do mundo” –, o calçadão uniu-se à Praça Osório formando um passeio único.
Não demorou muito , no final da década 70 , para que a Rua Senador Alencar Guimarães tornasse um elegante calçadão com apenas onde se encontrava o melhor em grifes de lojas de moda, numa época que os shopping centers ainda não dominavam o poder de compras dos consumidores da cidade.

Originalmente como consta nos arquivos do IPPUC a rua Senador Alencar Guimaraes foi batizada em 16 de janeiro de 1880 como Rua Aquidaban, no mesmo ano em novembro ela passou a denominação de Vinte Oito de Setembro ( conhecida na época como a rua Serrito) , e no mapa do ano de 1900 nomeada Travessa Osório. Na lei 123 de 17/08/1948 tornou se Senador Alencar Guimarães.

Um Evento cultural comemorou com palhaços, malabares e apresentação de estúdio de grafite movimentaram a praça Osório na manhã de sábado 27 de fevereiro de 2010. A iniciativa foi uma parceria entre a Prefeitura de Curitiba, comerciantes e a associação de amigos da Senador Alencar Guimarães, para comemorar a revitalização da rua. . Além do passeio desenhado em pedras portuguesas (petit pavé), o calçadão ganhou um mobiliário com bancos de madeira, floreiras, luminárias.

O hotel Globo é o que mais tempo perdura entre o comercio local do Calçadão da Senador foi inaugurado em 1975, antes disso o prédio já pertencia a família, porem era um prédio residencial . Murillo da Rós faz parte da família proprietário do negócio : “era uma época que não existia redes de hotéis, por isso o Hotel Globo era um dos mais freqüentados de Curitiba por artistas e viajantes , como Cauby Peixoto, Sidnei Magal , ao lado do hotel existia a Rádio Universo, que realizava muitas entrevistas com artistas famosos. Também tivemos alguns colégios como o Dom Bosco, Novo Ateneu, faculdade de Direito de Curitiba, a rua teve muito movimento de estudantes ” relembra Murillo

Essa rua foi considerada de elite , publico alvo selecionado, uma rua boutique , como a tradicional lojas Coelho, tivemos muitas outras , na década de 70 e 80 a prefeitura estabeleceu um padrão de iluminação de marquise que se transformou na época quase que num shopping center , porem com tempo isso foi ficando em desuso e cada comercio foi se adaptando ao seu perfil de negocio, com o passar do tempo ela foi deixando de ser de elite para ser uma rua mais popular, onde se transita em media 30 mil pessoas por dia pelo fato dela estar entre um dos maiores terminais de ônibus a Praça Rui Barbosa, e a Praça Osório entre duas praças , uma rua de movimento de chegada e saída de trabalhadores e estudantes . comenta Murillo Da Rós.

fonte casa da memoria