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Naqueles domingos de sol, passear com a família e os amigos pelos parques da cidade é sempre uma boa opção. Ainda que nem todos possuam infraestrutura variada, quase sempre proporcionam aquelas visitas que fogem do padrão da correria do dia a dia — um momento para relaxar e recarregar a bateria muito bem-vindo.

Há aqueles mais famosos e que se tornaram verdadeiros cartões-postais de Curitiba, como o Jardim Botânico e o Parque Tanguá, e aqueles que ficam um pouco fora da rota, mas que trazem verdadeiros mergulhos literários e naturais. Um deles é o Bosque de Portugal. Não o conhece? Já ouviu falar, mas não sabe do que se trata ou onde fica? Então, separe o café e leia essa matéria, que vai contar um pouco mais sobre esse lugar encantador.

“MINHA TERRA TEM PALMEIRAS…”

O local foi inaugurado em 1994 no Jardim Social. Seu objetivo? Homenagear a cultura da Língua Portuguesa. Um de seus destaques é o memorial, que ilustra, por meio de colunas instaladas em um ponto estratégico, os 8 países que adotaram o idioma oficialmente. Portugal, Brasil, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Timor-Leste fazem parte do rol, sendo que a coluna do último país foi instalada somente em 2007, depois da independência. O piso deste espaço é um mosaico, que lembra o mar e uma caravela.

Sua inauguração contou com a presença do então prefeito de Curitiba, Rafael Greca, e do presidente, à época, de Portugal, Mário Soares. Tendo mais de 20 mil metros quadrados, o que não falta é área verde, que pode ser “desbravada” enquanto se caminha pela Alameda dos Cantares: é nela que está a verdadeira magia.

Atravessando pequenas pontes sobre o córrego do Rio Tarumã, quem decidir visitar o local poderá conferir 22 pilares com homenagens a escritores da Língua Portuguesa, contendo trechos de obras de Fernando Pessoa, Luiz de Camões, Manuel Bandeira, Cecília Meirelles e Carlos Drummond de Andrade, além de outros. Tudo adquire um ar ainda mais bucólico depois da chuva — e se embrenhar em um passeio com a junção de todos esses elementos literários causa uma verdadeira sensação de esquecimento da cidade grande. As obras são estampadas em réplicas de azulejos portugueses, colaborando ainda mais para a construção do ambiente.

“UM SORRISO É ENTÃO TODO O JARDIM”

Tudo isso já seria suficiente para um passeio, mas há ainda mais alguns diferenciais: em volta do bosque há uma pista de caminhada, ciclovia e cooper de 555 metros, e não é surpresa encontrar aves como o tico-tico, o corruíra, o sabiá e o sanhaço, além de mamíferos como o morcego e o gambá. De vegetação, há o açoita-cavalo, o cambará, a aroeira, o branquilho, a pitanga, o tarumã, a gabiroba, a chuva-de-ouro, espora-de-galo, a canela, o miguel-pintado, o timbó, a pororoca, o araçá, a corticeira do banhado, o ipê e a araucária. Ufa!

Se animou? Pois saiba que não há horário pré-determinado para visitação. Como curiosidade a mais, podemos citar que o Bosque de Portugal abriga uma sede de escoteiros. O acesso? Pela rua Fagundes Varela. Programe sua ida. Afinal, não é todo dia que se tem natureza e poesia.

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