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AFOGAMENTO: O TRATAMENTO É A PREVENÇÃO

“Foram só alguns segundos, eu juro”. Esta frase é freqüente em afogamento, mas é tempo suficiente para ocorrer o afogamento com trágico resultado.

O afogamento é uma das doenças de maior impacto na saúde e na economia do mundo. Quando consideramos o tempo de exposição ao risco de acidente, o afogamento tem 200 vezes mais risco de óbito que os acidentes de transporte.
Afogamento é o processo de insuficiência respiratória causada por imersão/submersão em meio líquido (imersão: o corpo esta imerso e as vias aéreas estão acima da superfície da água e submersão as vias aéreas se encontram completamente abaixo da superfície da água). O afogamento pode ser não fatal, quando é interrompido e a pessoa resgatada, ou fatal se morte em qualquer momento, como resultado do afogamento.

Estamos perto do verão e as escolas de natação já sentem diferença no comportamento das pessoas, tanto para aprenderem a nadar quanto para adquirirem uma aparência mais saudável. No entanto, saber nadar não impede por si só o afogamento.

Os fatores de risco para o afogamento são: sexo masculino, idade inferior a 14 anos, uso de álcool, baixa renda familiar, baixo nível educacional, residência rural, maior exposição ao meio aquático, comportamento de risco e falta de supervisão. O risco em pessoas epilépticas é de 15 a 19 vezes maior.
Os afogamentos em água doce são mais freqüentes em crianças,

principalmente em menores de 10 anos. No mar geralmente são adultos jovens que sabem nadar. Analisando as causas primárias de afogamento considerando todas as idades, 44% dos óbitos ocorreram em águas naturais que incluem canais, rios, lagos e praias. Os afogamentos em piscina ocorreram em 2% (64% em residências) e os acidentes durante o banho em 0,3% (72% em residências).

Ao contrário do que se imagina, o afogamento ocorre de forma silenciosa e em questão de segundos. A cena da vítima debatendo-se na água e gritando por socorro é pouquíssimo descrita por testemunhas de afogamentos.
Deve ser lembrado que grande parte dos sobreviventes apresenta seqüelas neurológicas graves e irreversíveis, fazendo com que a prevenção seja a melhor estratégia na abordagem do afogamento.

PRECAUÇOES QUANTO AOS AFOGAMENTOS:

Crianças até 5 anos de idade:
• Nunca as deixe sozinhas ou perto de recipientes que contenham água como banheira, piscina, vaso sanitário, balde, bacia, fontes naturais de água, fossa ou tanques.
• No banho de seu bebê tenha tudo em mãos (toalha, sabonete, roupa) para não se ausentar do local.
• Não seja super confiante: criança na natação não significa criança “à prova d’água”.
• Coloque cercas nos 4 lados da piscina (cerca:1,5m de altura e espaço entre grades menor ou igual a 12 cm). Escolha portão da piscina que feche automaticamente e que possa ser trancado
• Mantenha equipamentos de resgate ao lado da piscina. Telefone de fácil acesso também é uma boa idéia – não só para emergências mas também para permitir atender uma chamada ser perdê-las de vista.
• Aprenda a realizar reanimação cardiopulmonar em crianças e adultos.
• Não as deixe sob os cuidados do irmão (a) mais velho.

Crianças de 5 a 12 anos:
• Coloque-as na natação e ensine medidas de segurança .
• Ensine que elas não podem mergulhar ou saltar em águas onde a profundidade e os perigos são desconhecidos.
• Elas nunca podem nadar sozinhas ou sem a supervisão de um adulto.
• Faça-as vestir o colete de salva-vidas quando forem passear de barco.

Adolescentes de 13 a 19 anos:
• Orientações sobre os perigos do uso de substancias enquanto nadam: álcool, drogas ilícitas ou ambos e, ainda, de desafiar alguém.
• Eles devem ser ensinados a realizar reanimação cardiopulmonar em crianças e adultos.

OUTRAS MEDIDAS PREVENTIVAS EM AFOGAMENTOS:

PISCINAS:
• Crianças devem estar sempre sob a supervisão de um adulto.
• Leve sempre sua criança consigo caso necessite afastar-se da piscina.
• Bóia de braço não é sinal de segurança.
• Evite brinquedos próximos à piscina, isto atrai as crianças.
• Desligue o filtro da piscina em caso de uso.
• Não pratique hiperventilação sem supervisão confiável.
• Cuidado ao mergulhar em local raso.

PRAIAS / RIOS:

• Nade sempre perto de guarda-vidas.
• Pergunte ao salva-vidas o melhor local para o banho.
• Não superestime sua capacidade de nadar.
• Tenha sempre atenção com as crianças.
• Não mergulhar em águas turvas.
• Procurar nadar longe de cais, estacas, embarcações, pedras e correntezas. Tenha mais cuidado onde o rio deságua no mar.
• Cuidado: em lagoas e represas geralmente se desconhece sua profundidade e eventuais buracos.
• Evite ingerir bebidas alcoólicas e alimentos pesados antes do banho.
• Crianças perdidas: leve-as ao posto de guarda-vidas.
• A vala é local de maior correnteza: se você entrar numa vala, nade transversalmente à ela até conseguir escapar ou peça imediatamente socorro.
• Nunca tente salvar alguém em apuros se não tiver confiança em fazê-lo. Pessoas sem treinamento devem ajudar outras em perigo sem entrar na água, evitando, desta forma, se afogar junto. Técnicas mais seguras de ajudar incluem utilizar um objeto, como uma vara, toalha, ou galho de árvore ou jogar um objeto flutuante.
• Ao pescar em pedras, observe antes se a onda pode alcançá-lo.
• Antes de mergulhar, certifique-se da profundidade.
• Afaste-se de animais marinhos como água-viva e caravelas.
• Tome conhecimento e obedeça as sinalizações de perigo do local.